quarta-feira, 23 de novembro de 2011

SABEDORIA!


Rute e sua sábia escolha

“Disse, porém, Rute: 'Não me instes para que te deixe e não me obrigue a não seguir-te; porque, aonde que fores, irei eu e, onde que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo e o teu Deus é o meu Deus'.” (Rt 1.16.)

Rute nasceu em Moabe, uma terra pagã e imoral. O deus de seu povo era Moloque – representado por um malvado ídolo com seu corpo humano de ferro, a barriga oca, onde se colocavam brasas ardentes e fogo, para que seus braços estendidos ficassem incandescentes. E, buscando a prosperidade e abundância na colheita, os sacerdotes colocavam as crianças moabitas vivas, naqueles braços rubros, entregando-as em sacrifício a Moloque, ruflando os tambores, para abafar os gritos dos pequeninos. Era um culto satânico e cruel, como acontecia em todas as nações ao redor de Israel.
Rute, entretanto, teve a felicidade de se casar com um judeu, chamado Malom. Este era filho de Elimeleque e Noemi. Estavam morando em Moabe por causa da fome que viera sobre sua terra, Belém, da Judéia. Rute viera fazer parte de uma família feliz e especial, principalmente por causa de sua fé no Deus invisível de Israel.
Ela ouvia, maravilhada, as histórias do povo de Israel. Como Deus tirara seu povo do Egito, com mão forte e braço estendido. Ouvia sobre a travessia do Mar Vermelho, como passaram, a pés enxutos, dois milhões de pessoas e como as águas se fecharam sobre o exército egípcio que os perseguia... Como Deus enviara o “maná”, um alimento vindo do céu para alimentar, fortalecer e trazer saúde para tão grande multidão no deserto, por 40 anos. Ela ouvia sobre as conquistas de Josué, como Deus lhe dera a cidade fortificada de Jericó, de maneira sobrenatural. E, com todos esses testemunhos da história e da provisão para o seu povo, Rute creu, de todo o seu coração, e fez do Deus de Israel, o seu Deus.
O tempo foi passando rapidamente em Moabe e a tristeza do luto bateu à porta de Rute. Morreram os três homens da família, Elimeleque, seu sogro; seu esposo, Malom e o cunhado, Quiliom, esposo de Orfa, também moabita. Eram três viúvas a chorar diante de tão grande perda. Noemi, a sogra de Rute, resolveu voltar para sua terra, Belém da Judéia. Ela se despediu de suas noras, dizendo-lhes que nada mais restava para ela naquela terra de Moabe, e que ambas, por serem ainda jovens, deveriam voltar à casa de seus pais e continuar a vida. Quem sabe ainda encontrariam um bom casamento entre os moabitas... Noemi não tinha mais filhos para lhas dar e ter descendência ali em Moabe.
Orfa voltou para a sua parentela, despedindo-se com lágrimas de sua bondosa sogra, porém Rute resolveu continuar em sua companhia. Rute havia feito uma escolha radical em sua vida e não abriria mão do que havia conquistado. Ela escolhera ser uma adoradora do Deus de Israel. Ela conhecera o amor e o cuidado desse Deus glorioso com o seu povo por meio de sua história, a agora cria que poderia confiar em sua bondade e misericórdia. Ela se apegou à sogra, dizendo: [...] “Não me instes para que te deixe e não me obrigue a não seguir-te; porque, aonde que fores, irei eu e, onde que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo e o teu Deus é o meu Deus.” (Rt 1.16.) Havia no rosto de Rute uma forte convicção e ela assumira sua identidade naquela família: quaisquer que fossem as circunstâncias ao seu redor, ela iria crer na provisão e no cuidado do Deus de Israel. Agora seus olhos estavam abertos e ela sabia que o Criador do universo era suficiente para cuidar dela, de sua sogra e certamente de sua descendência futura.
As tragédias da vida sempre nos colocam em uma encruzilhada, diante de dois caminhos a escolher: ou a vontade de Deus, com grandes desafios pela frente, ou a inclinação do coração para as coisas mundanas, com conseqüências funestas e irreversíveis.  Orfa retornou à velha vida, ao paganismo e cegueira espiritual, porém Rute não podia fechar os olhos ao amor de Deus, apesar de sua viuvez e atual pobreza. Mesmo que o caminho à frente pareça escuro, o passo dado em direção a Deus é seguro e, Nele, se encontra paz. A fidelidade inerente ao caráter divino nos faz caminhar em segurança, mesmo pelo “vale da sombra e da morte”...
Rute foi com Noemi para uma aventura desafiadora. Elas teriam que viajar por estradas muito perigosas, e eram apenas duas mulheres viúvas. Elas iriam chegar a uma cidade onde, em pobreza total, deveriam trabalhar com as próprias mãos e depender totalmente de Deus para o seu sustento. Nem sempre as viúvas eram respeitadas, mas a lei, dada pelo Senhor no Sinai, ordenava que seu povo, na época da colheita, não rebuscasse seu campo, mas que deixasse um pouco do produto da terra para o órfão, a viúva e o estrangeiro. E, quando chegam a Belém, era precisamente a época da colheita de cevada, e Rute foi ao campo de Boaz.
Nada do que acontece na vida, de quem se entrega ao Senhor, acontece por acaso. Deus tem o controle de tudo em suas mãos poderosas. Ele nos guia por seu caminho, quando Nele confiamos. Rute e Noemi estavam para ver o cuidado de Deus em sua história... Deus lhes tinha reservado privilégios tremendos, e que durariam para sempre, por causa de sua escolha sábia de seguir ao Senhor. Ele é o defensor do fraco e do abatido. Ele é o pai dos órfãos e marido das viúvas. Ele é o provedor daquele que coloca sua confiança em suas palavras.
Rute trabalhou com diligência e humildade, colhendo cevada nos campos de Boaz. A notícia de seu carinho com sua sogra a torna respeitada entre os belemitas. E Boaz recebe dela a proposta de ser o seu “resgatador”, o seu “goel”. Rute pede que Boaz compre as terras de Elimeleque e, casando-se com ela, levante descendência àquela família. E ele se alegra muito com este pedido. Boaz era bem mais velho que Rute e elogiou sua sabedoria, revelada em submissão e humildade: “Bendita sejas tu do Senhor, minha filha; melhor fizeste a tua última benevolência do que a primeira, pois não fostes após jovens, quer pobres, quer ricos. Agora, pois, minha filha, não tenhas receio; tudo quanto disseste eu te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.” (Rt 3.10-11.)
Há lições preciosas na história de Rute para o nosso coração. Boaz elogiou o seu caráter e colocou Rute em posição de honra. Como é importante que cada mulher de Deus seja humilde e busque a vontade do Senhor. Rute ouviu os conselhos de Noemi e se dispôs a fazer o que lhe tinha sido orientado. Quantas mulheres se perdem em experiências traumáticas por causa da tolice de suas escolhas. Vão atrás do que é passageiro e fútil. Hoje a tônica básica norteadora das escolhas, principalmente em termos de casamento, tem sido o prazer, a aparência externa e o proveito financeiro de um relacionamento.
Quantos se casam já pensando que pode não dar certo, e que, se isto acontecer, é só separar... Quantas lágrimas seriam poupadas se houvesse a busca da vontade de Deus nos casamentos... Quanto sofrimento seria evitado se houvesse humildade e sabedoria nas escolhas da vida... Quantos lares ainda estariam de pé se os conselhos de pessoas mais velhas e cheias da sabedoria de Deus fossem ouvidos... Quantas famílias bonitas teríamos, com descendentes abençoados, se nossas jovens, apesar de circunstâncias adversas, tivessem a fé firme e inabalável no Deus Vivo de Israel...
Rute pediu que Boaz a resgatasse, e entrou para a linhagem do “Messias prometido”. Ela gerou um filho, Obede, desse casamento feliz e abençoado. Obede gerou a Jessé e este a Davi. Da descendência de Davi veio o “Salvador”, o “resgatador”, o “goel” de toda a humanidade. Jesus nos comprou com o seu sangue, nos deu um nome (filhos de Deus), uma família e uma pátria, aleluia!

Para reflexão pessoal

·         Como você agiria, estando em lugar de Rute, quando Noemi despediu dela, falando que voltasse para sua família em Moabe? (Rm 12.1-2.)
·         Em que você tem baseado as suas escolhas? Na aparência das circunstâncias? Na aparência das pessoas? No retorno financeiro? Ou em Deus e sua Palavra? (Js 24.15.)
·         Você tem amado sua sogra? (Rm 12.9-21.)
·         Você tem respeitado seu marido e tem visto em seus filhos uma dádiva divina de alegria e grandes projetos do Senhor em seus planos? (Tt 2.3-4.)
·         Você teria suficiente humildade para “buscar cevada” junto com os pobres (executar um trabalho mais simples, aquém de sua capacidade), no momento de dificuldade financeira?
·         O que você acha que precisa mudar em sua vida para melhorar seu relacionamento com seus familiares? Com sua sogra? Com seu esposo?
·         Você já pediu ao Salvador Jesus para entrar em sua vida e resgatá-la, trazendo paz e salvação? Gostaria de fazer isso agora mesmo? Então ore, dizendo-lhe isto aceito a Jesus como meu salvador e Senhor.

Um tesouro inestimável


Niterói, 23 de novembro de 2011

Um tesouro inestimável
Introdução
Mateus 13: 44-46: Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas;
E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.”

Por meio de parábolas Jesus ensinou, ensina e revela coisas tremendas, e nestas duas ele faz comparações sobre o reino dos céus e seu valor. Coisas que muitas vezes as pessoas nem atentam para sua importância e valor, no entanto aqueles que percebem, fazem como o homem que acha um tesouro oculto ou como um negociante de pérolas. Quando se dão conta do valor do tesouro que encontram, se desfazem de tudo o que possuem, e isto com alegria, para conquistar o melhor bem.

1-O que é o reino de Deus?

1.1-É o governo do Senhor:
 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso.” Isaías 9:6-7
O Reino de Deus é antes de tudo uma demonstração do poder divino em ação. Deus inicia seu domínio espiritual na terra, no coração do seu povo e no meio destes. (Jo14:23, Lc. 17: 21b)

1.2-Não é algo físico:

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” Romanos 14:17
Logo é algo que está presente no interior daqueles que o buscam  e é responsabilidade nossa tornar  visível o Reino de Deus por meio do testemunho, manifestando a realidade da vida do Reino. Esse Reino existe desde os começos, porém se tornará pleno no futuro. Ele está aqui mais ainda virá.
1.3- Não consiste em palavras:

“Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.”
1 Coríntios 4:20

O Reino de Deus, não é uma “religião humana”, ou teoria, conhecimento, ele não está vinculado no domínio social ou político sobre governo das nações ou reinos deste mundo, é algo que transcede todo entendimento e desafia todo e qualquer conhecimento. O ministério de Jesus foi marcado por manifestações de seu poder, com a presença de muitos milagres, sinais de prodígios e maravilhas.(Jo 2:11 inicio dos sinais de Jesus, Bodas de Caná)E estes mesmos sinais seguirão àqueles que creêm no Senhor Jesus.

1.4 - É Inabalável 
Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor; Hebreus 12:28
Como dito, o Reino de Deus não é algo físico, mas está em nós e somos embaixadores deste Reino aqui na Terra e está estabelecido, firmado em Cristo que a Rocha Inabalável.
2.O que devemos fazer em relação ao Reino?

2.1. Buscar
Mateus 6:33 diz : “ Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas “
Isso significa dizer que devemos manter uma relação de prioridade na nossa vida onde nosso relacionamento com Deus e a busca por Ele sejam necessidades primárias em nossa vida, pois isto revela confiança e convicção da soberania e bondade de Deus por nós, pois cremos que se devotarmos nossa vida de maneira plena ao Senhor ele suprirá as nossas necessidades.
O apóstolo Paulo declarou aos Filipenses “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo.” Filipenses 3:8
Paulo desejava conhecer cada vez a Deus e se achegar a Ele plenamente, as coisas terrenas para ele era como escória ( lixo , estrume, desprezível), ou seja, tudo aquilo que pudesse interferir “a excelência do conhecimento de Deus” Paulo refutava, pois seu coração era desejoso de conhecer e prosseguir em conhecer o Senhor.
2.2 Renunciar tudo que nos afasta dele.

Mas a frente Paulo declara:
...mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,

Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Filipenses 3:13-14

Paulo desenvolve aqui a idéia do valor inestimável de conhecer a Deus, e servi-lo com devoção genuína, assim como nas parábolas citadas no inicio. Não se importando com as coisas que estão no passado, mas crendo que o melhor de Deus estar por vir, e esse bem é inestimável, inabalável, não perecível, não corruptível. Ao contrário do jovem Rico (Lc. 18:18-22), o apóstolo Paulo nos deixa um exemplo do que devemos fazer, renunciar, confiando que o Senhor suprirá todas as nossas necessidades em gloria por Jesus. (Fp 4:19)
2.3 Proclamar

Mateus 28:19: Jesus nos deixa uma missão: Ide e pregai o evangelho
Isaías 61: 1: Está escrito que o Espírito do Senhor nos tona ungidos para pregar boas novas.
Conclusão
Devemos ter em nossas mentes e coração que o Reino do Senhor é um tesouro que devemos buscar com anseio e guardá-lo em nosso coração, abrindo mão de tudo para obtê-lo como o bem maior pois conforme disse Jesus em Lucas 12:34: “ Onde está o teu coração ali também está o teu tesouro”
Que estejamos com as nossas vidas no Centro da vontade de Deus, e as demais coisas, são acréscimos!Que nos empenhemos em representar e estabelecer o Reino de Deus na Terra como co-herdeiros de Cristo, pois somos constituídos reino e sacerdocio santo, Proclamoadores do Reino de Deus que é UM TESOURO INESTIMÁVEL!

By Polinha 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ADORAÇÃO É UM ESTILO DE VIDA

"Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdadde" João 4:24

Adorar a Deus não é passar 15 minutos em uma quarto fechado com um aparelho de CD tocando uma canção que te faça chorar. Adorar não é ir na igreja e ser levado pelo ritmo da música para dançar. Fomos criados para adorar e tudo o que há em nós pode adorar ao Senhor EM TODO TEMPO.
  Nós, com nossos pensamentos muitas vezes religiosos, criamos um "padrão" para adorar ao Senhor. Muitas vezes me vi preso a paradígmas que eu mesmo criei quanto a minha forma de adorar ao Senhor e isso me prejudicou muito em meu ministério e no meu dia a dia.
  Deus conhece todo o nosso ser, e Ele sabe quando estamos verdadeiramente o adorando seja com uma canção, ou até mesmo no nosso trabalho. Podemos adorar ao Senhor dentro do carro, tomando banho, lavando as panelas depois do almoço, porque? Porque fomos feitos para adorá-lo.
  Ao criar o homem Deus deu a ele domínio sobre todas as coisas. Hoje nós temos resgatado o que nos foi roubado pelo diabo, e com isso temos retomado o domínio que pertence a igreja nessa terra, voce adora a Deus quando toma posse das nações, quando ganha uma alma para Cristo, quando clama por transformação em toda a terra.
  Adorar a Deus é cumprir o propósio eterno pelo qual fomos criados, é obedecer em todos os sentidos o propósito inicial da criação do homem. Quando cremos no nome de Jesus, quando nos rendemos para obedecer a sua voz estamos adorando a Ele, estamos declarando que só Ele é Senhor da nossa vida.
  Te convido nesse dia a se render e adorar ao Senhor maravilhosamente, a viver uma vida de adoração não sendo influenciado por qualquer circunstancia seja ela boa ou ruim, entenda, A SUA VIDA DEVE SER UMA VIDA DE ADORAÇÃO.

Pr. André Valadão